Entre os documentos dos quais o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, retirou o sigilo, está o contrato firmado entre o banco Master e o escritório Barci de Moraes, comandado pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF, Alexandre de Moraes. 

O contrato entre as partes previa serviços advocatícios em defesa dos interesses do banco, entre eles consultoria estratégica e jurídica em procedimentos/inquéritos nas Polícias Federal e Civis e procedimentos administrativos, perante o Banco Central, a Receita Federal, entre outros.
Para os serviços oferecidos pelo escritório ao banco Master, o valor contratado foi de R$ 130 milhões, considerando todos os impostos. Para o valor líquido, o documento previa o pagamento em 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões, que somam R$ 108 milhões.
O documento já havia sido mencionado em março deste ano. Após a divulgação do contrato, na época, o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados chegou a emitir uma nota explicando que o período do contrato foi entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. Segundo o texto, a consultoria prestada ao banco Master foi feita por 15 advogados; além de “outros três escritórios especializados em consultoria” também contratados para prestar o serviço. Além disso, o escritório menciona que foram realizadas 94 reuniões de trabalho, 36 pareceres jurídicos e nenhuma atuação foi em causas do banco no STF.
O sigilo de parte dos documentos que dizem respeito ao Banco Master foi retirado a pedido do presidente do Supremo, Edson Fachin. A medida foi tomada em meio à crise institucional que se intensificou nos últimos dias, sobretudo diante de uma sequência de liminares e suspensões de sessões plenárias.