Funcionando em regime de 24 horas por dia nos sete dias da semana, o Samu, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência da cidade do Rio de Janeiro recebeu uma média de 670 mil ligações entre março do ano passado e fevereiro deste ano. Desse total, 27 mil chamadas eram trotes; a maioria, 60%, de crianças.
A brincadeira, de mau gosto, representa 4% do total recebido pelo serviço. Como cada uma dura, em média, 30 segundos, durante um ano inteiro, ocuparam as linhas pelo tempo equivalente a 11 dias.
A maior preocupação é empenhar um recurso para uma ocorrência que não existe de fato, deixando de atender o paciente que realmente precisa de socorro, avalia a coordenadora geral do SAMU Rio, Bárbara Alcântara.
“Infelizmente o trote ainda é uma realidade, muito embora, a gente tenha percebido uma redução quando se avaliando os dados de 2023 para 2024, a gente percebe que ainda temos números expressivos. Então é um impacto de fato que hoje é causa danos e transtornos ao nosso atendimento”.
A coordenadora-geral do SAMU Rio explica que os treinamentos diários ajudam na identificação das ligações falsas, dos trotes, e evitam o acionamento e deslocamento desnecessário das equipes de atendimento.
No Rio, o serviço conta com 30 “motolâncias” e 73 ambulâncias, que estão a serviço da população.