A ex-jogadora de vôlei Sandra Mathias Correia de Sá, flagrada agredindo os entregadores de aplicativo Max Ângelo e Viviane Maria, no bairro de São Conrado, zona sul do Rio de Janeiro, foi indiciada pelos crimes de lesão corporal, injúria e perseguição, segundo informações da Polícia Civil.

O caso aconteceu dia 9 de abril. Imagens gravadas mostram a ex-atleta desferindo socos em Max e puxões na camisa dele. Na cena mais forte, a mulher dá chicotadas no trabalhador usando a guia do cachorro dela. Em seguida, ele se esquiva e tenta se afastar. Depois, Sandra retorna e dá tapas e socos na entregadora Viviane Maria Souza.
A ex-atleta se apresenta nas redes sociais como nutricionista e dona de uma escola de vôlei de praia no Leblon. No depoimento à polícia Sandra disse ter sofrido preconceito de gênero e negou racismo. Max negou a versão dela.
Coletivos negros e movimentos sociais realizaram um ato de resistência e cobraram a prisão da ex-jogadora.
A advogada criminalista especializada em ciências criminais e segurança pública pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Bruna Velloso, alega que o resultado do indiciamento é insuficiente. Ela contesta a classificação como injúria simples.
“Na minha visão, o indiciamento por injúria simples não é o suficiente, visto que ao proferir diversas ofensas de teor discriminatório por cor, raça e orientação sexual, pode ser demonstrado que seu objetivo era impedir a presença daquelas pessoas negras e periféricas, por pura manifestação de ódio de cor, classe e sexualidade, o que deve ser classificado como segregação racial, nos moldes do Art. 20. da Lei 7716 de 94”.
De acordo com a 15ª DP, o inquérito, após a conclusão, foi enviado ao Ministério Público.
Com informações da Agência Brasil, da Rádio Nacional no Rio de Janeiro, Carolina Pessôa