Um sobrevoo na região norte de Quebec, no Canadá, durante a Segunda Guerra Mundial resultou em uma descoberta geológica surpreendente. Uma enorme cratera foi avistada por um avião da Força Aérea dos Estados Unidos em 20 de junho de 1943.

Mas, foi só no pós-guerra que essa região começou a ser pesquisada. Os primeiros exploradores chegaram na década de cinquenta. O garimpeiro canadense Frederick Chubb teve acesso a algumas fotografias tiradas pela Força Aérea do Canadá e convidou o diretor do Museu de Ontário, Ben Meen, para visitar o local.
Chubb tinha expectativa de que a cratera fosse um vulcão extinto e que pudesse ter diamantes lá. Mas o pesquisador descartou essa hipótese e, em um primeira análise, afirmou que a origem poderia ser o impacto de algum meteorito. A informação foi comprovada, em 1951, quando os dois realizaram uma nova expedição em parceria com a National Geographic Society.
A princípio, o local ficou conhecido como Cratera Chubb mas, em 1999, passou a ser chamado de Cratera Pingualuit, que na língua dos nativos significa “espinha”. Estima-se que o meteorito atingiu a região há um milhão e quatrocentos mil anos dando origem à cratera.
Com o diâmetro de quase três quilômetros e meio, impressiona não só pelo tamanho mas também pela estrutura circular simétrica preenchida por um lago com cerca de 267 metros de profundidade. O Lago Pingualuk não tem contato com rios ou mar. A água vem das chuvas e é renovada apenas uma vez a cada 330 anos.
História Hoje é um quadro da Rádio Nacional publicado de segunda a sexta-feira na Radioagência Nacional. Ele rememora acontecimentos marcantes e curiosidades de cada dia do ano. Acesse todos os episódios aqui.
História Hoje
Redação: Beatriz Evaristo
Apresentação: Dilson Santa Fé
Sonoplastia: Jailton Sodré
Edição: Sheily Noleto
Publicação web: Patrícia Serrão