Com a proximidade das festas juninas, aumentam as ocorrências com a soltura de balões. A Polícia Civil do Rio de Janeiro intensificou as investigações contra essa atividade criminosa. A “Operação Céu Azul”, que já esta em sua terceira fase, tenta reprimir a ação de baloeiros no estado.

Nesta semana, uma fábrica de balões em São Gonçalo, região metropolitana, foi interditada por agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e do Comando de Polícia Ambiental da Polícia Militar.
As equipes foram ao local após um trabalho de inteligência e monitoramento e encontraram grande quantidade de material para fabricação de balões. Um inquérito foi instaurado para apurar crimes ambientais e de associação criminosa.
A responsável pelo imóvel foi encaminhada à Delegacia para prestar esclarecimentos. Somente neste mês, seis pessoas foram presas na Operação e outras três fábricas de balões foram identificadas.
Os artefatos trazem inúmeros riscos. Recentemente um balão caiu sobre uma aeronave no aeroporto Santos Dumont e outro na Estação de Tratamento de Água do Guandu. Em janeiro deste ano, em pleno Verão, um balão caiu na praia do Leme, que estava lotada.
No mês passado, o Corpo de Bombeiros lançou uma campanha para conscientizar a população sobre os riscos gravíssimos desse tipo de ação ilegal. O porta-voz do Corpo de Bombeiros Estado, Major Fábio Contreiras, cita algumas dessas consequências.
A campanha lançada pelo Corpo de Bombeiros está veiculando toda quarta-feira nas redes sociais da Corporação vídeos de ocorrências reais que mostram as consequências trágicas dessa prática.